PSI 20 encerra em alta com Galp a ganhar mais de 6%

A praça nacional encerrou a sessão de hoje a aliviar dos máximos do dia devido ao sentimento negativo gerado pelos temores de que a Economia dos EUA esteja a passar por uma recessão, mas os fortes ganhos registados pela Galp depois do CEO da petrolífera italiana Eni ter admitido a possibilidade de comprar a empresa mantiveram o índice em terreno positivo.

O PSI 20 avançou 0,42% para os 8496,58 pontos com a ‘estrela’ da sessão a ser a Galp Energia, que se valorizou em 6,24% para os 11,91 euros. Hoje, o CEO da Eni, Paolo Scaroni, declarou que a participação de 33% que a empresa italiana detém na Galp não satisfará a empresa no longo prazo, estando esta interessada em vir a comprar a totalidade da Galp no futuro, ou então a sair do capital da petrolífera Lusa.

Em foco esteve também a Jeronimo Martins, que subiu 2,16% para os 5,21 euros, tendo chegado a ganhar 8,5% durante a sessão, uma vez que os bons resultados apresentados ontem levaram os analistas do Citigroup e do JP Morgan a reverem em alta os respectivos preços-alvo para o papel para os 6,90 e 7,00 euros, enquanto o BPI passou o seu preço-alvo da Jerónimo Martins para os 7,3 euros.

Pela positiva, foco ainda para a subida em 3,66% para os 4,25 euros da Cimpor, enquanto a EDP, que ontem apresentou um resultado semestral muito superior ao esperado, ganhou 1,15% para os 3,515 euros. A PT avançou em 1,0% para os 7,06 euros, a Zon Multimédia ganhou 1,30% para os 6,23 euros e a REN cresceu 1,61% para os 2,845 euros.

Os especialistas notam que o optimismo dos investidores arrefeceu ao início da tarde, altura em que foram divulgados os números do PIB norte-americano, que foram alvo de fortes revisões em baixa nos últimos trimestres, tendo mesmo registado uma contracção no quarto trimestre do ano e levantado a possibilidade da maior economia do mundo já se encontrar em recessão desde essa altura.

Assim, destaque para a queda em 4,5% para os 9,645 euros do BES, depois de hoje a Keefe, Bruyette & Woods ter revisto em baixa de 12 para os 10,5 euros o seu preço-alvo para o título. Ainda no sector da Banca, o BCP recuou 0,43% para os 1,145 euros e o BPI deslizou 0,21% para os 2,43 euros.

Outra descida de relevo pertenceu à Altri, com menos 3,36% para os 2,59 euros, enquanto a Portucel se desvalorizou em 3,66% para os 1,84 euros e a Teixeira Duarte perdeu 2,80% para os 1,04 euros. Já a Brisa recuou 2,40% para os 6,52 euros e a construtora Mota-Engil deu um passo atrás de 1,05% para os 3,78 euros.

Fora do PSI 20, o Finibanco perdeu 1,82% para um novo mínimo nos 2,70 euros, enquanto a Novabase avançou 3,09% para um novo máximo nos 5,00 euros.

O título mais transaccionado foi o da Sonae SGPS, com 23 35 038 acções negociadas, seguida pelo BCP e Galp Energia, com 16 630 530 e 6 105 327 papéis movimentados, respectivamente.

Dos vinte títulos que compõem o PSI 20, oito subiram de cotação, onze desceram e um (Sonae Indústria) manteve-se inalterado. O volume total de negócios ascendeu aos 242,7 milhões de euros. (in diarioeconomico.com)

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