TAP regista prejuízo de 136 milhões de euros no semestre devido ao aumento dos combustíveis
Apesar do forte crescimento em 20% dos proveitos operacionais da TAP no primeiro semestre do ano, a transportadora nacional apresentou hoje a pior perda dos últimos anos, uma vez que a sua factura com os combustíveis registou um agravamento de 75% em relação ao período homólogo do ano passado, sendo mesmo possível que a factura da empresa com combustíveis supere este ano em 250 milhões de euros o esperado.
Segundo um comunicado hoje emitido pela TAP, o prejuízo hoje apresentado pela transportadora resultado do facto da empresa ter gasto um total de 312 milhões de euros em combustíveis nos seis primeiros meses do ano, mais 133 milhões de euros do que na mesma altura de 2007.
“Estava já previsto – e orçamentado – um aumento significativo do custo dos combustíveis, mas a subida vertiginosa que se verificou ultrapassou todas as expectativas, pois o seu preço duplicou em apenas sete meses, enquanto anteriormente demorara quatro anos a conhecer um aumento percentual semelhante”, nota a empresa.
A TAP nota que, a manterem-se os preços médios verificados no segundo trimestre, em especial no mês de Junho, a factura dos combustíveis da empresa pode atingir no final do ano um desvio superior a 250 milhões de euros.”Logo que se tornou clara a dimensão da crise, a TAP aprovou um Plano de Emergência, com o qual pretende resistir às dificuldades actuais permitindo que a Companhia saia reforçada quando a situação se normalizar”, diz a empresa, precisando que “as acções que estão a ser desenvolvidas pela companhia incluem intervenções tanto pelo lado da redução de custos, como pelo aumento das receitas”.
A TAP acrescenta que, no semestre em análise, os seus proveitos operacionais ascenderam a 977 milhões de euros, mais 20% do que os 814 milhões de euros obtidos em 2007.
Já o resultado operacional da companhia registou também um valor negativo de 105 milhões de euros, contra os 6,6 milhões de euros negativos verificados no período homólogo do ano passado. Já os custos globais de exploração foram superiores em 32% aos de 2007 e atingiram os 984 milhões de euros.
As receitas de passagens ascenderam por seu turno aos 804 milhões de euros, mais 21% do que no primeiro semestre de 2007, enquanto a actividade de assistência a terceiros da Unidade de Manutenção e Engenharia registou cerca de 70 milhões de euros de proveitos, evidenciando um aumento de 29,7% em relação aos 54 milhões do ano anterior.
Na Carga e Correio, a TAP precisa que os seus proveitos cresceram 14,7%, passando de 47 milhões de euros em 2007 para 53 milhões de euros em 2008.
Apesar de as receitas no mercado doméstico terem crescido 19,8%, aumentando a sua quota de mercado de 46 para 52%, mais de 66% das receitas da transportadora aérea nacional foram obtidas fora de Portugal.
A TAP sublinha ter transportado no primeiro semestre do ano o maior número de passageiros de sempre, tendo estes atingido os 4,1 milhões, mais 22,3% do que em 2007. Por sector de rede, a Europa atingiu os 2,42 milhões de passageiros (+26,1%), o Doméstico 769 mil passageiros (12,5%), o Brasil 551 mil passageiros (+28,4%), a África 234 mil passageiros (+19,6%), os Estados Unidos 84 mil passageiros (+1%) e a Venezuela 44 mil passageiros (5,1%). (in diarioeconomico.com)

