Taxa de juro implícita no crédito à habitação volta a aumentar em Julho

A taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação atingiu no mês passado os 5,633%, mais 0,059 pontos percentuais do que o verificado em Junho, ao mesmo tempo que a taxa implícita nos contratos realizados nos últimos três meses ascendeu aos 5,572%, mais 0,135 pontos percentuais do que no trimestre anterior.

Segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a subida da taxa de juro em termos mensais foi verificada nos contratos celebrados nos últimos três, seis e doze meses.

“Efectivamente, registaram-se acréscimos mensais de 0,135 pontos percentuais (para os contratos celebrados nos últimos 3 meses), de 0,071 pontos percentuais (últimos 6 meses) e de 0,070 pontos percentuais (últimos 12 meses), fixando-se as respectivas taxas de juro implícitas em 5,572%, 5,347% e 5,277%”, sublinha o INE.

A mesma fonte precisa que a subida dos juros atingiu todos os destinos de financiamento analisados, incluindo a Aquisição de terreno para construção de habitação (0,008 pontos percentuais), Construção de habitação (0,059 pontos percentuais) e Aquisição de habitação (0,059 pontos percentuais), tendo as taxas de juro implícitas destas atingido os 5,554%, 5,636% e 5,633%.

No período de tempo em análise foi no entanto registada uma descida de 0,262 pontos percentuais para os 6,093% das taxas de juro para a Aquisição de terreno para construção de habitação.

Quanto aos regimes de crédito, o INE adianta que as taxas de juro destes voltaram a subir, tendo a do Regime Geral crescido 0,053 pontos percentuais para os 5,516% e a do Regime Bonificado Total crescido 0,055 pontos percentuais para os 6,080%.

Já nos Regimes Bonificados Jovem e Não Jovem as taxas de juro subiram em 0,056 e 0,054 pontos percentuais, relativamente ao mês de Junho, para os 6,025% e 6,135%, respectivamente.

“Estes acréscimos na taxa de juro resultaram de subidas nas parcelas suportadas pelos mutuários, de 0,063 pontos percentuais e de 0,059 p.p., e de diminuições nas comparticipações do Estado, de -0,006 pontos percentuais e de -0,007 pontos percentuais, respectivamente”, nota o INE.

Capital em dívida

O INE acrescenta também que, no mês passado, o valor médio do capital em dívida no total dos contratos de crédito à habitação  em vigor atingiu 54 135 euros, menos 19 euros que no mês anterior.

Em termos do montante médio do capital em dívida nos contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos 3 meses foi de 86 890 euros, registando-se um decréscimo de 1474 euros face ao mês anterior.

Nos contratos celebrados nos últimos 6 meses, registou-se uma diminuição mensal de 202 euros, com o montante médio a situar-se em 87 892 euros. Nos contratos celebrados nos últimos 12 meses também se registou um decréscimo mensal, no valor de 284 euros, situando-se o montante médio em 87 776 euros.

Já em relação aos destinos de financiamento considerados, a mesma fonte acrescenta que o valor médio do capital em dívida na totalidade dos contratos associados à Aquisição de habitação foi de 58 029 euros, menos 157 euros que em Junho, enquanto no  contratos para Construção de habitação foi de 41 523 euros, naus 63 euros.

Nos contratos associados à Aquisição de terreno para construção de habitação, a que corresponde o valor médio do capital em dívida mais elevado (94 382 euros), o INE registou um aumento de 2253 euros face ao mês anterior.

A mesma fonte nota também que o valor médio da prestação vencida nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 463 euros, mais 3 euros que no mês anterior, “montante significativamente superior ao valor médio do conjunto dos contratos em vigor, que foi de 355 euros.”

Nos contratos celebrados nos últimos 6 e 12 meses, os valores médios das prestações vencidas foram de 453 e de 451 euros, superiores em 3 e em 4 euros aos valores correspondentes verificados em Junho.(in diarioeconomico)

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