Archive for October, 2008

Jaime Gama: Portugal é penalizado por não recorrer à energia nuclear

Friday, October 31st, 2008

O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, considerou hoje no Lisbon Energy Forum que Portugal tem um “mix” energético pouco saudável por não poder contar com a energia nuclear.

“O ‘mix’ energético português tem características que não são inteiramente saudáveis: não tem energia nuclear e assenta numa forte dependência do petróleo”, afirmou Jaime Gama na sessão de encerramento da 2ª conferência Lisbon Energy Forum .

O presidente da Assembleia da República disse ainda que em Portugal “os preços dos combustíveis são muito elevados para as famílias e as empresas” e que “há muito a fazer na eficiência energética”.

Jaime Gama afirmou que a dependência de Portugal face ao petróleo é de 55 por cento, acima dos 35 por cento da média da União Europeia, e que “só agora estamos a avançar na hídrica e nas renováveis”.

O responsável referiu que 2008 será um ano “extraordinariamente importante para testar o mercado petrolífero”, podendo vir a ser o primeiro ano a registar uma quebra do consumo mundial desde 1993.

O ministro da Economia, Manuel Pinho, teve na sessão de abertura uma perspectiva mais positiva da situação energética portuguesa, tendo destacado o salto que o país deu em três anos em termos de potência eólica instalada - de 500 para 2500 megawatts (MW) - e o programa para a construção de 10 novas barragens que vão permitir aproveitar 70 por cento do potencial hidrico nacional.

O ministro afirmou que Portugal tem condições para se afirmar como líder na criação de um novo modelo energético, baseado nas energias renováveis e com baixa intensidade de carbono. (in Público)

Santander quer liderar banca comercial no Brasil

Friday, October 31st, 2008

O plano estratégico para 2008-2010 do grupo Santander Brasil é um passo “decisivo” para o grupo se classificar como “o maior banco comercial no Brasil”, disse hoje, em São Paulo, Brasil, Emilio Botín, presidente do grupo Santander.

Botín mencionava a integração do banco Santander com o banco Real, do Brasil, adquirido recentemente pelo banco espanhol, afirmando que mais do que uma reestruturação, está em causa um projecto de “crescimento e expansão”.

“Desde o começo que foi muito claro para nós que o Brasil é prioritário na estratégia internacional. Quem não estiver no Brasil não está na América Latina”, disse o banqueiro, acrescentando que o Brasil está a ocupar um lugar de relevância na cena mundial. “Somos tanto um banco europeu, como latino-americano”, frisou.

Com a integração do Real no grupo Santander, o grupo espanhol encontra-se entre os três maiores bancos privados do Brasil, com uma fatia de mercado de dez por cento, em depósitos, e 12 por cento em créditos, detendo 3551 agências e pontos de atendimento e 8,3 milhões de clientes activos e 19 milhões de clientes, no total. Indicadores que constituem um ponto de partida para o banco liderar o sector privado no país, concluiu.

Emilio Botín referiu que o plano estratégico para 2010 prevê a realização de investimentos de 2560 milhões de reais (939,4 milhões de euros, ao câmbio actual), estimando um aumento das receitas e do volume de negócios em 15 por cento. “Nos próximos três anos, calculamos sinergias pela integração do Real no Santander Brasil de 2,4 mil milhões de reais (880 milhões de euros), de 22 por cento de base de custos, contra os 18 por cento inicialmente previstos”, anunciou o líder do grupo financeiro.

Adicionalmente, “estimamos 300 milhões de reais (110 milhões de euros) de sinergias de entradas”, disse Botín, garantindo que não será reduzida a força comercial, mas sim ampliada, e que nos próximos três anos aumentarão o número de agências em 400.

“Actualmente, comprometemo-nos em atingir lucros de 4,8 mil milhões de reais em 2008, de 6,1 mil milhões de reais em 2009 e de 7,9 mil milhões de reais em 2010. Hoje, o grupo Brasil contribui com 20 por cento do lucro total do grupo a nível mundial.

Sobre a Argentina, onde o banco detém operação, Emilio Botín disse que está contente com a operação na Argentina, sublinhando que as medidas do Governo [nacionalização dos fundos de pensões] não os atingem, porque “já tínhamos vendido os fundos de pensões”. (in Público)

Inflação na Zona Euro baixa para 3,2 por cento em Outubro

Friday, October 31st, 2008

A inflação na Zona Euro baixou para 3,2 por cento em Outubro, menos quatro décimas do que no mês precedente, estima hoje o Eurostat, o departamento de estatística da Comissão Europeia.

Nos meses anteriores, o índice de preços no consumidor tem vindo enfraquecer, beneficiando da descida do preço do petróleo e do seu efeito nos combustíveis.

Este novo nível da inflação encontra-se ainda longe dos dois por cento desejados pelo Banco Central Europeu, mas corresponde à tendência antecipada por Jean-Claude Trichet que permite adoptar uma política monetária mais agressiva, como a que se iniciou há três semanas.

O presidente do BCE transmitiu há dias a sua sensibilidade sobre a actual política monetária do banco, admitindo que “é possível” nova baixa das taxas de juro directoras já na reunião do conselho de governadores programada para a próxima semana. Trichet foi parco em palavras, mas a curta declaração sobre o tema permitiu acalmar os mercados europeus nesse dia e deu o mote para o corte de taxas da Reserva Federal norte-americana, na quarta-feira. (in Público)

Trichet

Euro desvaloriza face ao dólar e ao iene com receios de recessão

Friday, October 31st, 2008

A moeda única está a recuar face ao dólar e ao iene, pelo segundo dia consecutivo, depois de os sinais de uma recessão à escala global terem levado os investidores a vender moedas associadas a taxas de juro mais elevadas.

Assim, às 17h51, o euro era transaccionado nos mercados cambiais a valer 1,2746 dólares, depois de ter variado entre um mínimo de 1,2668 dólares e um máximo de 1,2922 dólares durante a sessão.

A moeda única segue a desvalorizar em relação à divisa norte-americana, depois de o Eurostat ter hoje divulgado que a inflação na zona euro terá caído 0,4 pontos percentuais para os 3,2%, no mês de Outubro face a Setembro, o nível mais baixo desde Janeiro, dando mais margem de manobra ao Banco Central Europeu (BCE) para voltar a cortar os juros.

O iene, por sua vez, está em alta nos mercados cambiais, depois de o Banco do Japão ter descido os juros, pela primeira vez em sete anos, de 0,5% para 0,3%. A moeda japonesa subia para os 124,50 euros às 11h04, contra os 127,31 euros registados no fecho da sessão de ontem. Só no mês de Outubro, a moeda japonesa já valorizou 17% contra o euro, e está a caminho do seu maior ganho mensal desde que a moeda europeia foi introduzida no mercado, em 1999.

“Os investidores ainda estão bastante relutantes e muito nervosos”, disse um especialista à Bloomberg. “A aversão ao risco tem sido o principal condutor dos mercados cambiais”, acrescentou. (in Diário Económico)

Wall Street inverte para terreno positivo com bons resultados

Friday, October 31st, 2008

Os índices norte-americanos seguem em terreno positivo, depois de terem já negociado no ‘vermelho’, animados com os resultados apresentados por algumas empresas, numa sessão marcada por uma forte volatilidade.

Assim, às 15h21, o Dow Jones sobe 1,01% para os 9 273,40 pontos, e o Nasdaq da bolsa electrónica avança 0,75% para os 1 711,33 pontos.

Os principais índices norte-americanos estão agora em alta, mas já estiveram a perder, depois de o Departamento do Comércio norte-americano ter hoje divulgado que os gastos dos consumidores norte-americanos caíram 0,3% em Setembro, mais do que o previsto, e a maior queda dos últimos quatro anos. Os peritos notam que é mais um sinal de que a maior economia do mundo vai continuar a abrandar.

Em destaque, os títulos da Exxon Mobil que perdem 0,8%, numa altura em que o petróleo está a caminho da sua maior descida mensal desde 1983, devido aos receios de que o abrandamento da economia norte-americana diminua a procura de ‘ouro negro’ no maior consumidor de energia. Por sua vez, a Carnival perde 16% enquanto a Apple recua 3,6%.

Já a Express Scripts e a Wynn Resorts subem mais de 8,7% depois de terem apresentado lucros trimestrais que superaram as expectativas dos analistas. (in Diário Económico)

Petróleo aproxima-se da maior queda mensal de sempre

Friday, October 31st, 2008

Os preços do crude seguem a desvalorizar nos mercados internacionais, e estão a caminho da maior queda mensal de sempre, em Nova Iorque, com os receios de que a contracção da economia norte-americana diminua o consumo de combustíveis.

Assim, às 17h41, o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Dezembro era transaccionado no ICE de Londres a descer 2,08 dólares, ou 3,28%, para os 61,63 dólares, depois de ter atingido os 63,10 dólares durante a sessão.À mesma hora, o contrato de Dezembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) perdia 1,72 dólares, ou 2,61%, para os 64,24 dólares por barril no NYMEX de Nova Iorque.

Desde o início do mês de Outubro, os preços do crude já acumulam uma desvalorização de 36,15% em Nova Iorque, a maior desde que o petróleo começou a ser negociado em 1983, e em Londres as perdas ascendem aos 37,23%.

A contribuir para as quedas do ‘ouro negro’ têm estado os receios dos investidores de que a actual crise reduza o consumo da matéria-prima. Hoje, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos anunciou que os gastos dos consumidores norte-americanos recuaram mais do que o previsto em Setembro.

Ontem, ficou a saber-se que a economia norte-americana se contraiu em 0,3%, no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado.

Os peritos notam que os cortes nas taxas de juro esta semana, por parte dos Estados Unidos, da China e do Japão, os três maiores consumidores de petróleo do mundo, não conseguiram fazer com que os investidores acreditassem que se pode evitar uma recessão à escala global. (in Diário Económico)

petroleo

Energéticas e PT impulsionam PSI 20

Friday, October 31st, 2008

O principal índice bolsista português inverteu a tendência de queda do início da sessão e encerrou a valorizar 1,69%, impulsionado pelos ganhos das Energéticas, bem como pela subida da Portugal Telecom (PT).

Assim, o PSI 20 subiu 1,69% para os 6360,51 pontos, em linha com as congéneres europeias.

A EDP Renováveis foi a empresa que mais subiu, ao pular 10,81% para os 4,05 euros, seguida pela Galp que avançou 4,66% para os 7,185 euros, depois de Américo Amorim ter mostrado interesse em reforçar a participação na petrolífera. Hoje, os preços do crude estão a recuar nos mercados internacionais, com os receios de que uma recessão à escala global diminua a procura de ‘ouro negro’.

Também a PT contribuiu para os ganhos do índice de referência nacional. Os títulos da operadora liderada por Zeinal Bava somaram 1,5%% para os 5,143 euros.

No sector financeiro, o BCP desvalorizou 0,11% para os 0,913 euros, o BPI avançou 0,93% para os 1,62 euros, enquanto o BES permaneceu inalterado nos 7,5 euros, depois de o ING ter revisto em baixa a sua recomendação para os títulos do banco, de ‘comprar’ para ‘manter’ e o seu preço-alvo, a 12 meses, de 10,70 euros para os 8,15 euros por acção.

A Jerónimo Martins avançou 2,48% para os 4,011 euros. Hoje, o Natixis reviu em alta a recomendação para as acções da retalhista de ‘Manter’ para ‘Comprar’, mas baixou o preço-alvo para os 5,6 euros dos anteriores 6,0 euros.

A Semapa subiu 4,0% para os 6,87 euros, depois de ter revelado ontem que o seu resultado líquido caiu 11% para os 87 milhões de euros, entre Janeiro e Setembro.

Por sua vez, a Portucel aumentou 3,39% para os 1,679 euros. Ontem a cimenteira anunciou que o seu lucro subiu 1,2% para os 1,648 euros, nos primeiros nove meses do ano, acima das estimativas dos analistas.

Nota negativa para a Sonaecom, que perdeu 3,92% para os 1,225 euros, após o Citi ter reduzido o seu preço-alvo para as acções da empresa de 2,35 euros para os 1,55 euros, renovando a sua recomendação de ‘Manter’ para o título.

Dos vinte títulos que compõem o PSI 20, 14 subiram, cinco desceram e o BES permaneceu inalterado. O volume de negócios ascendeu aos 152 milhões de euros. (in Diário Económico)

Lista de devedores ao Fisco aumenta para 15 mil contribuintes

Friday, October 31st, 2008

A lista dos devedores ao Fisco foi hoje actualizada com mais 1800 nomes, passando agora a deter um total de 15 mil contribuintes, segundo um comunicado do Ministério das Finanças.

Segundo a mesma fonte, desses devedores, 61% são pessoas singulares e os restantes são empresas.

Do conjunto dos contribuintes singulares fazem parte 2152 administradores e/ou gerentes de sociedades gerentes responsabilizados legalmente pelo pagamento de impostos devidos, refere o mesmo comunicado.

Nos contribuintes singulares, 44% tem dívidas até 7500 euros e 81 contribuintes devem mais de um milhão de euros ao Fisco.

Nas empresas, metade das que integram a lista devem até 10 mil euros.

A publicitação da lista dos devedores começou a 31 de Julho de 2006, com 280 nomes. Desde essa altura, já foram regularizadas dívidas no valor de 540 milhões de euros, dos quais 234 milhões foram pagos desde Janeiro de 2008.

Desde o início de 2008 foram incluídos nesta lista 9500 novos contribuintes. (in Diário Económico)

fisco

Negócio de vestuário para deficientes vence Prémio Start 2008

Thursday, October 30th, 2008

Quando falou ao PÚBLICO antes da cerimónia final do Prémio Nacional de Empreendedorismo Start, Miguel Ângelo Carvalho estava tudo menos convencido de que a sua ideia de desenvolver e comercializar on-line vestuário e acessórios para pessoas com necessidades especiais seria a vencedora.

Havia, contudo, uma certeza nas palavras do engenheiro têxtil de 39 anos: “Quer ganhemos quer não, isto vai para a frente”. Ontem à noite, receberam um ‘empurrão’, ao ganhar o Prémio Start de melhor projecto empresarial. Traduzindo em cifras, são 50 mil euros, a incorporar no capital social da empresa.

Ao querer fazer a diferença “contribuindo para a inclusão de pessoas com necessidades especiais”, a We Adapt contrariou a tendência dominante dos projectos científico-tecnológicos no concurso organizado pela Universidade Nova de Lisboa, BPI e Optimus. Afinal, estes projectos não só costumam estar em maioria (este ano representavam 21,5 por cento das 500 candidaturas) como conquistaram o primeiro lugar nas duas edições anteriores, com a Food Metric e a Stemmatters.

A história da We Adapt começou quando Miguel Carvalho, professor na Universidade do Minho, foi desafiado por uma aluna romena para ser seu orientador numa tese sobre vestuário para deficientes. A ideia acabou por o conquistar e reuniu uma equipa de mais quatro pessoas, com proveniências tão diversas como a indústria têxtil, engenharia de polímeros, electrónica, mecânica, física e psicologia. Após três anos de estudos, a We Adapt conseguiu sair do papel e tem em andamento a sua primeira colecção de roupa para pessoas com necessidades especiais.

Com a vitória no Prémio Start, “os custos da primeira colecção ficam quase cobertos”, realça Miguel Ângelo, afastando a necessidade de a empresa recorrer, pelo menos para já, a crédito bancário. Em Janeiro ou Fevereiro do próximo ano, a We Adapt vai fazer um desfile para apresentar a sua colecção de 38 peças ao público português, mas, em 2010, quer já ter à venda têxteis electrónicos para reabilitação, monitorização dos sinais vitais e electroestimulação muscular.

Recorrendo à Internet para as vendas e aos correios para a distribuição, a We Adapt está a canalizar os seus esforços para entrar no mercado norte-americano - uma estreia que conta já com o apoio do programa UTEN (University Tecnhonoly Enterprise Network) e da Cisco Systems. Apesar de querer actuar num mercado de nicho, a We Adapt vê no sector um potencial enorme. Basta olhar para os números: dez por cento da população mundial tem necessidades especiais. Requerendo um investimento de 180 mil euros, a We Adapt espera resultados positivos de 1,6 milhões no terceiro ano de actividade. (in Público)

Têxtil avisa que o aumento do salário mínimo pode aumentar falências no sector

Thursday, October 30th, 2008

A Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção (ANIVEC/APIV) acusou hoje o Governo de “asfixiar” o sector ao estabelecer um aumento de 24 euros no salário mínimo e alertou para o risco de “aumento exponencial” de falências.

“Somos nós, os que trabalhamos nesta indústria, quem tem mais consciência da necessidade de melhorar as condições dos nossos trabalhadores, mas a baixa produtividade aconselha prudência na aplicação deste aumento, que é desejável, mas de momento impossível”, defende o presidente da associação, em comunicado.

Para Orlando Lopes da Cunha, “é incomportável que se esteja a agravar uma situação económica e financeira já de si grave”. “A persistir-se nesta falta de sensibilidade, as falências vão multiplicar-se exponencialmente”, alerta.

Recusando estar apenas em causa um aumento de 24 euros, a ANIVEC/APIV argumenta que este valor, acrescido dos devidos descontos para a Segurança Social e multiplicado por 14 salários anuais, se traduzirá num custo acrescido de 416 euros por trabalhador/ano.

“E, como estamos a falar de pequenas e médias empresas com mão-de-obra intensiva, numa empresa com 100 trabalhadores resulta em mais 41.600 euros”, sustenta, salientando que este aumento de custos acontece “numa altura em que as margens são reduzidas e a actividade está a diminuir, sendo os salários custos fixos”.

Para o presidente da ANIVEC/APIV, “se, antes desta crise, os industriais do sector do vestuário já se encontravam em situação difícil, neste momento esta é simplesmente asfixiante”.

Embora admita a necessidade de melhores salários no sector, a associação defende que, “para isso, terá que haver condições” e sustenta que “a negociação para o aumento do salário mínimo nacional pressupunha o estabelecimento de contrapartidas para os sectores que obrigatoriamente teriam dificuldades em o suportar”, como os de mão-de-obra intensiva. (in Público)