Wall Street cai quase 3% com preocupações sobre o estado de saúde da Economia
A praça nova-iorquina encontra-se em baixa acentuada pelo segundo dia consecutivo, com as perspectivas cada vez piores para a economia norte-americana e a queda dos preços do petróleo para valores inferiores aos 60 dólares por barril dão a entender um agravamento da recessão na maior economia do mundo.
Às 17h57, o Dow Jones perde 2,91% para os 8612,64 pontos, enquanto o Nasdaq Composite da bolsa electrónica recua 2,89% para os 1569,97 pontos.
Em foco está a queda para os valores mais baixos desde 1942 da fabricante automóvel General Motors, que chegou a perder 18% para os 2,75 dólares, uma vez que esta empresa está cada vez mais próxima da falência, a menos que o Estado norte-americano intervenha.
“Se a General Motors desaparecer ou falir, penso que politicamente e psicologicamente será um forte golpe”, disse à Bloomberg um gestor de fundos. Este responsável precisou que “as preocupações com os lucros são agora um luxo. O que estamos preocupados é com a sobrevivência.”
Já a maior fabricante do mundo de sistemas de segurança, a Tyco International, cai 15% para os 21,63 dólares, a maior queda dos últimos seis anos, depois de ter efectuado uma previsão de lucro inferior ao esperado pelso analistas.
No sector Financeiro, a Hartford Financial Services desaba 27% para os 10,64% dólares, depois dos analistas do Goldman Sachs ter anunciado que as perdas com os investimentos podem levar as seguradoras a levar a cabo aumentos de capital, ao mesmo tempo que colocam sob ameaça as suas notações de crédito. As suas congéneres Prudential, Lincoln e PFG registam todas quedas superiores a 11%.
Já a American Express cai 6% para os 22,54 dólares, depois desta ter decidido tornar-se num banco comercial para ter acesso aos leilões de crédito da Reserva Federal, ao mesmo tempo que a analista da Oppenheimer Meredith Whitney alertou para o facto da empresa ir continuar a ser penalizada com o incumprimento do pagamento dos cartões de crédito por parte dos consumidores.
Os especialistas chamam ainda a atenção para a descida em 7,3% para os 10,41 dólares da fabricante de AlumÃno Alcoa, depois desta ter anunciado o seu segundo corte de produção em cinco semanas, enquanto a petrolÃfera Exxon Mobile recua 2,6% para os 72,06 dólares, uma vez que os preços do petróleo estão em forte queda em Nova Iorque.
“Vamos ver muita tristeza no mundo empresarial. Vamos ver empresas a despedirem muita gente, e o mercado está a reflectir a falta de confiança no valor dos tÃtulos de muitas firmas”, disse à Bloomberg Harvey Pitt, antigo presidente da autoridade reguladora norte-americana (SEC) e actual CEO da Kalorama Partners. (in Diário Económico)

