Archive for the ‘Investimentos’ Category

Sócrates anuncia hoje novas linhas de crédito para estimular a actividade empresarial

Tuesday, November 11th, 2008

O primeiro-ministro, José sócrates, está hoje reunido com representantes de micro, pequenas e médias empresas nacionais, para anunciar novas linhas de crédito para apoio à actividade económica destas, disse fonte do Governo.

O anúncio será feito no final de quatro reuniões de José Sócrates com empresários de vários sectores, que começaram cerca das 16h00 no Europarque, em Santa Maria da Feira, com a presença também dos ministros da Economia, Manuel Pinho, e do Trabalho e Segurança Social, Vieira da Silva.

As reuniões, juntam empresários de micro empresas e de Pequenas e Médias Empresas (PME), nomeadamente exportadoras e do sector do turismo.

De acordo com a mesma fonte, que não quis revelar o montante das linhas de crédito, os novos apoios destinam-se, preferencialmente, às micro empresas (menos de 50 trabalhadores), de sectores como o comércio, restauração e turismo.

As novas linhas de crédito vêm juntar-se às duas já anunciadas pelo Governo, no montante global de 1,75 mil milhões de euros. (in Diário Económico)

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Ikea investe 200 milhões de euros num parque comercial em Gaia

Monday, November 10th, 2008

O grupo sueco de mobiliário Ikea vai investir 200 milhões de euros numa nova loja e parque comercial em Gaia, a inaugurar no segundo semestre de 2012 e cujo protocolo de investimento foi hoje assinado com a autarquia.

O director de expansão do grupo para Portugal, António Machado, recordou que esta será a segunda loja Ikea na região Norte (a primeira está instalada em Matosinhos) e o primeiro “retail park” Inter Ikea centre group no país.

A abertura de uma segunda loja na região Norte estava já prevista no plano de expansão do grupo sueco, que pretenderá atrair a Gaia sobretudo visitantes da margem Sul do rio Douro, numa área de influência até Coimbra.

Segundo adiantou António Machado, o acordo hoje assinado é um protocolo de intenções, não tendo ainda sido obtidas as licenças comercial e de instalação.

Questionado sobre a proximidade entre a futura loja de Gaia e a de Matosinhos (cerca de duas dezenas de quilómetros), o responsável afirmou que será desenvolvido “um conceito bastante diferente” nas duas unidades e disse ainda aguardar um “desenvolvimento do mercado”.

Relativamente ao plano de investimento do grupo Ikea para Portugal, António Machado diz que actualmente “a grande prioridade é a Grande Lisboa”, onde o Ikea pretende abrir já em 2010 uma nova loja, em Loures, que será “a maior” do grupo em Portugal.

Globalmente, o plano de investimento do Ikea em Portugal está orçado em 660 milhões de euros, prevendo a instalação de sete lojas - três na Grande Lisboa, duas no Grande Porto, uma na zona Sul e outra no Centro - para além de dois centros comerciais Inter Ikea centre group (um deles, o MAR Shopping, recentemente inaugurado junto à loja de Matosinhos) e três fábricas Swedwood group, em Paços de Ferreira. (in Público)

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Jerónimo Martins pretende investir entre 400 a 450 milhões de euros ao ano entre 2009 e 2011

Thursday, November 6th, 2008

No âmbito do seu ‘Investor Day’, a retalhista anunciou, citada pela Reuters, que prevê abrir 150 lojas por ano na Polónia, onde é líder no retalho alimentar, prevendo chegar às 2 000 lojas em 2012.

“O programa de ‘capex’ previsto está no intervalo entre 400 a 450 milhões de euros por ano no período entre 2009-2011, a maioria do qual investidos na Polónia”, anunciou a empresa nesta apresentação.

Neste mercado, a retalhista prevê ainda um crescimento das vendas like-for-like (lojas aberta há mais de um ano) de dois dígitos e uma margem EBITDA estável, para o período entre 2009-2011.

Para o retalho em Portugal, a Jerónimo Martins prevê agora abrir entre 5 a 10 supermercados Pingo Doce por ano, entre 2009-2011, estimando uma “evolução da margem EBITDA ligeiramente positiva após a integração da Plus”.

Relativamente à integração das lojas Plus, a JM explica que a parte mais importante do processo ocorrerá em 2009 com a conversão de 20 lojas.

Para o Recheio e a actividade industrial, as previsões da empresa apontam para uma margem EBITDA estável e um crescimento das vendas na média de um dígito.(in Diário Económico)

Santander quer liderar banca comercial no Brasil

Friday, October 31st, 2008

O plano estratégico para 2008-2010 do grupo Santander Brasil é um passo “decisivo” para o grupo se classificar como “o maior banco comercial no Brasil”, disse hoje, em São Paulo, Brasil, Emilio Botín, presidente do grupo Santander.

Botín mencionava a integração do banco Santander com o banco Real, do Brasil, adquirido recentemente pelo banco espanhol, afirmando que mais do que uma reestruturação, está em causa um projecto de “crescimento e expansão”.

“Desde o começo que foi muito claro para nós que o Brasil é prioritário na estratégia internacional. Quem não estiver no Brasil não está na América Latina”, disse o banqueiro, acrescentando que o Brasil está a ocupar um lugar de relevância na cena mundial. “Somos tanto um banco europeu, como latino-americano”, frisou.

Com a integração do Real no grupo Santander, o grupo espanhol encontra-se entre os três maiores bancos privados do Brasil, com uma fatia de mercado de dez por cento, em depósitos, e 12 por cento em créditos, detendo 3551 agências e pontos de atendimento e 8,3 milhões de clientes activos e 19 milhões de clientes, no total. Indicadores que constituem um ponto de partida para o banco liderar o sector privado no país, concluiu.

Emilio Botín referiu que o plano estratégico para 2010 prevê a realização de investimentos de 2560 milhões de reais (939,4 milhões de euros, ao câmbio actual), estimando um aumento das receitas e do volume de negócios em 15 por cento. “Nos próximos três anos, calculamos sinergias pela integração do Real no Santander Brasil de 2,4 mil milhões de reais (880 milhões de euros), de 22 por cento de base de custos, contra os 18 por cento inicialmente previstos”, anunciou o líder do grupo financeiro.

Adicionalmente, “estimamos 300 milhões de reais (110 milhões de euros) de sinergias de entradas”, disse Botín, garantindo que não será reduzida a força comercial, mas sim ampliada, e que nos próximos três anos aumentarão o número de agências em 400.

“Actualmente, comprometemo-nos em atingir lucros de 4,8 mil milhões de reais em 2008, de 6,1 mil milhões de reais em 2009 e de 7,9 mil milhões de reais em 2010. Hoje, o grupo Brasil contribui com 20 por cento do lucro total do grupo a nível mundial.

Sobre a Argentina, onde o banco detém operação, Emilio Botín disse que está contente com a operação na Argentina, sublinhando que as medidas do Governo [nacionalização dos fundos de pensões] não os atingem, porque “já tínhamos vendido os fundos de pensões”. (in Público)

Enercon acelera investimento e cria mais 500 empregos

Tuesday, October 28th, 2008

A construção do “cluster” industrial eólico em Viana do Castelo foge à tradição. Depois de ter antecipado em cerca de um ano o arranque da primeira das suas fábricas, o parceiro tecnológico do consórcio Eneop, a Enercon, está a construir uma nova unidade de pás não prevista no contrato com o Estado. Ao projecto, vai juntar-se ainda uma central de dessalinização.

A primeira unidade de pás, em laboração há um ano, funciona junto ao porto da cidade; a segunda, cuja construção começou em Setembro passado e estará pronta dentro de um ano, fica no parque de Lanheses, a cerca de 15 quilómetros de Viana. São, para já, 55 milhões de euros de investimento e mais 500 postos de trabalho a somar ao projecto inicial.

A central dessalinizadora, que vai satisfazer todas as necessidades de água para a laboração da fábrica, é um projecto extracontrato que o consórcio já previa na proposta inicial mas o júri do concurso público não considerou. “Apesar disso, a Enercon entendeu que devia avançar”, declara o presidente da Eneop, Aníbal Fernandes. Está estimada em cinco milhões de euros e, embora não tenha ainda data marcada para arrancar, o projecto é dado como firme.

O gestor assume que a antecipação de prazos joga em benefício da Enercon. Durante um ano, a fábrica de torres de betão forneceu outras empresas do mercado. “Estamos a rentabilizar o investimento para além do que nos foi pedido.” Agora, vai fornecer os parques eólicos do consórcio que co-lidera com a EDP e, a partir de 2010, vai exportar pás, torres e geradores.

A mesma antecipação será aplicada aos parques eólicos. O concurso estabelecia que tinham de entrar todos em funcionamento até ao final de 2013, mas o plano da Eneop é que isso aconteça até ao fim de 2011.

Três fábricas a inaugurar

No dia 19 de Novembro, o consórcio inaugura o segundo grupo de fábricas que constituem o principal núcleo industrial do cluster eólico e que o contrato previa entrarem em funcionamento em Dezembro próximo. São elas as unidades de geradores, de mecatrónica e de torres de betão. Esta última, instalada em Lanheses, está já a funcionar desde Setembro e já equipou um parque eólico com dez turbinas, na serra de Sicó.

Estas unidades juntam-se à primeira unidade de pás que labora desde Setembro de 2007, um ano antes do previsto. Também um mesmo ano de avanço leva a fábrica de construções metálicas da A. Silva & Matos, parceira do consórcio. Apenas uma unidade da CME, ligada ao cluster, mas com instalação na Lousã, ainda não tem o processo concluído.

Aníbal Fernandes sublinha a antecipação da parte fabril de todo o projecto, que prevê a instalação em Viana do Castelo de cinco novas unidades que constituem o principal núcleo do projecto, formado por um cluster de 29 empresas. “Todas as fábricas que eram para estar concluídas no fim de 2008, já estão. Está tudo praticamente feito na parte fabril.”

Quanto aos parques eólicos da Eneop, o primeiro está em construção e mais nove ficarão concluídos até ao final do ano, com uma potência de 170 Megawatt (MW). Em 2009 entrarão em construção mais 15 parques, no total de 450 MW.

Na fábrica de torres, uma das três a serem inauguradas no próximo mês, um turno de 60 pessoas trabalha actualmente na construção dos enormes segmentos cilíndricos que constituem o pilar de betão das turbinas. Cada um dos 15 segmentos que compõem uma torre pesa cerca de 40 toneladas. Esta fábrica vai a caminho de ter dois turnos e quase duplicar o seu quadro de pessoal, faltando para isso as licenças oficiais já pedidas. Em velocidade de cruzeiro fará três torres por semana, podendo ir até às 200 por ano.

A Enercon é a parceira tecnológica do consórcio Eneop, que co-liderou com a EDP, e que venceu o primeiro concurso eólico em Portugal. Pela obtenção de 1200 MW de potência para parques eólicos, cuja construção iniciou recentemente, o consórcio ficou responsável pelo lançamento de uma nova fileira industrial em Portugal. O investimento total previsto é de 1,7 mil milhões de euros, dos quais 161 milhões na parte industrial e o restante na construção de parques eólicos.

Com o alargamento do projecto, os investimentos pelos quais a Enercon é directamente responsável ascendem agora a 137,6 milhões de euros.

O consórcio liderado pela Galp Energia-REpower ganhou o segundo concurso de 500 MW, tendo-lhe sido atribuídas responsabilidades industriais semelhantes.

Do terminal de Sines para o “cluster” eólico de Viana do Castelo

Não é o primeiro grande projecto da vida de Aníbal Fernandes. Entre a construção do terminal de gás natural em Sines e a do cluster industrial eólico em Viana do Castelo, este engenheiro electrotécnico, de 55 anos, marca algumas diferenças.

O terminal de Sines “foi um desafio à capacidade de engenharia portuguesa”, diz. Era um projecto de grande dimensão, numa tecnologia (criogenia) que o país não dominava, mas essencial para armazenar o gás natural. “Foi o maior tanque de gás que se fez em Portugal e a equipa constituída era 90 por cento nacional”. Foi buscar apenas três especialistas estrangeiros em três domínios-chave.

A equipa que fez o desenho da engenharia de base, com base na qual os empreiteiros gerais apresentaram as propostas, fez depois a fiscalização da obra. “Incorporou-se saber e pouparam-se milhões de euros. Com outra vantagem: parte dessa equipa transitou para a parte da operação com o conhecimento que tinha da parte da construção”, o que diz ser relevante quando o terminal se prepara para obras de expansão.

Defensor e praticante do respeito pelos prazos, orçamentos e objectivos - em Sines antecipou prazos e concluiu a obra abaixo do orçamentado -, Aníbal Fernandes sustenta que “essa deve ser a regra e não excepção”. Também a tecnologia eólica é nova no país. Um dos desafios agora é integrar equipas alemãs da Enercon e portuguesas. “Contam-se pelos dedos da mão os alemães que cá têm estado. Não mais de cinco em cada fase.”

O maior desafio está no bom caminho mas ainda vai a meio: “Transformar uma adversidade estrutural do país - a sua fragilidade energética - numa oportunidade.” Para este gestor, a meia-vitória já conquistada foi tirar as energias renováveis da “subalternidade” em que viviam em Portugal e esta, sublinha, é a mudança mais significativa provocada pelo projecto industrial eólico, integrando a cadeia que vai desde a investigação e desenvolvimento até à operação industrial dos equipamentos. “A fileira industrial está a transformar-se numa fileira de saber, que só peca por tardia.”

Poupança máxima

A central de dessalinização culmina uma série de iniciativas de sustentabilidade do projecto, que vão desde a iluminação das fábricas a uma cisterna de água. As fábricas portuguesas da Enercon têm painéis solares térmicos para aquecimento da água, com os quais consegue uma poupança de 40 por cento das necessidades. Acresce uma cisterna para recolha da água da chuva com 1000 metros cúbicos de capacidade para fornecer a Armada, em caso de necessidade, a central de betonagem e para rega e jardinagem.

Também as paredes e telhados das fábricas integram janelas de dimensão superior à habitual e clarabóias de modo a reduzir as necessidades de iluminação. A poupança de consumo eléctrico não foi quantificada, mas a compra de energia eléctrica à rede vai acabar quando entrarem em funcionamento duas turbinas eólicas para teste e consumo, com dois MW cada. Servirão as necessidades do complexo fabril e ainda haverá energia para vender à rede.

Empresa não encontra mão-de-obra disponível no distrito de Viana

As novas fábricas da Enercon, em Viana do Castelo, vão começar a procurar mão-de-obra fora do distrito, nomeadamente Barcelos e Esposende, para ultrapassar as dificuldades que sentem na segunda fase de recrutamento para o cluster industrial eólico.

Entre anúncios dos jornais e listas de inscritos no Instituto de Emprego, a resposta, nesta fase, tem ficado muito aquém do desejado. “É muito baixa”, responde Francisco Laranjeira, director-geral da Enercon portuguesa, que se escusa a avançar números. “Eu nem digo [a taxa de respostas], para não assustar.”

Questionado sobre se o Rendimento Social de Inserção ou o subsídio de desemprego são, neste momento, um factor desincentivador para o mercado de trabalho, e para os seus 7,6 por cento de desempregados, o gestor prefere não responder.

O consórcio vira-se agora para as regiões vizinhas, como a zona do vale do Cávado, perante a escassez de mão-de-obra disponível e os compromissos assumidos com o Estado português.

Apesar de a energia eólica ter uma forte incorporação tecnológica, o conceito industrial desenvolvido pela Enercon implica mão-de-obra mais intensiva no que se refere às operações de rigor, de recorte das fibras de vidro que revestem as pás das torres eólicas e de rebobinagem dos aerogeradores. Do mesmo modo, os trabalhos mais pesados ficam para as máquinas e para os monocarris suspensos do tecto.

Nas fábricas de pás, as mulheres desenrolam a fibra de vidro, cortam-na, esticam-na e passam-na a ferro, diariamente, vezes sem conta. De camada em camada, as asas longilíneas de 40 metros de comprimento são transformadas em pás de rotor. Na unidade de geradores, são os homens que rebobinam quilómetros de fio de cobre no interior dos cilindros com a precisão suficiente para que uma folha de papel passe sempre entre os fios no final do trabalho. A montagem de um aerogerador por uma equipa de quatro pessoas, em dois turnos de oito horas cada, demora em média seis dias úteis.

Não é, por isso, de mão-de-obra indiferenciada que a Enercon anda à procura. O presidente da Eneop, Aníbal Fernandes, defende que na indústria central desta fileira - aerogeradores, pás e torres -, a mão-de-obra é “sempre qualificada”. O trabalhador “tem de saber, pelo menos, interpretar um desenho”, um requisito de literacia que admite poder não se estender ao resto da cadeia de fornecimento.

No caso das fábricas da Enercon, os trabalhadores são pré-seleccionados passando sempre por uma fase de formação, parte da qual é feita na Alemanha para os quadros e cargos intermédios.

O gestor estima que quando a fileira eólica estiver concluída em Portugal dará emprego a 20 mil pessoas, de forma directa e indirecta, confirmando que a energia renovável é uma fonte de emprego superior à da indústria eléctrica tradicional e que a produção descentralizada de energia é mais trabalho-intensiva.

Na Alemanha, por exemplo, a eólica representa 10 por cento da electricidade produzida, empregando cerca de 300 mil pessoas. Os outros 90 por cento dão trabalho a 210 mil pessoas. Em Espanha trabalham 100 mil pessoas neste sector. (in Público)

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Mitsubishi vai fabricar em Portugal veículo comercial híbrido

Thursday, October 23rd, 2008

A Mitsubishi Fuso Truck Europe (MFTE), do grupo Daimler, vai apresentar amanhã o projecto de adaptação da fábrica, localizada no Tramagal, à produção de um novo modelo híbrido do camião Canter.

O novo modelo combina um motor eléctrico com outro a diesel e a sua produção em Portugal está sustentada em estudos para avaliar o potencial de interesse do mercado europeu neste modelo, à venda no Japão desde 2006.

Para a produção deste veículo na unidade da Mitsubishi no Tramagal, a MFTE vai ter necessidade de ampliar as actuais instalações. Para o efeito, a empresa vai adquirir à autarquia de Abrantes um terreno adjacente por 50 cêntimos o metro quadrado. “Um preço simbólico que significa que a autarquia também investe no investimento”, disse à Lusa o presidente da autarquia, Nelson de Carvalho. Com uma área de 57.600 metros quadrados, o terreno tinha sido comprado pela câmara a um particular por 276 mil euros.

“O objectivo da empresa é expandir a fábrica e alargar os níveis de produção, pelo que a proposta de aquisição destes terrenos vem ao encontro das expectativas criadas nos últimos meses e que davam conta da possibilidade da Mitsubishi querer alargar o seu investimento em Portugal”, disse à Lusa o autarca.

As previsões da MFTE para 2011 apontam para um aumento do número de empregos directos dos actuais 428 para 1100, para um crescimento da produção anual de 10 mil para as 26 mil unidades e para um volume de negócios por ano de 520 milhões de euros, contra os actuais 220 milhões de euros. (in Público)

Indústria automóvel investe 65 milhões de euros

Thursday, October 23rd, 2008

A indústria automóvel vai investir 65,1 milhões de euros na modernização de três unidades localizadas em Aveiro, Oliveira de Azeméis e Évora.

Os três investimentos foram anunciados no final do Conselho de Ministros, realizado na Tapada de Mafra.

Em Aveiro, a Renault vai modernizar a sua unidade industrial de Cacia, investindo 28,8 milhões de euros.

De acordo com as estimativas do Governo, com este investimento serão criados 100 postos de trabalho, bem como a manutenção dos actuais 995 trabalhadores.

Em 2013, ano de termo da vigência do contrato, a unidade da Renault deverá atingir um valor de vendas de 2,6 mil milhões de euros e um valor acrescentado de aproximadamente 447 milhões de euros (em valores acumulados desde 2004).

O investimento da Gestamp em Oliveira de Azeméis destina-se à melhoria da unidade industrial de produção de componentes metálicos para a indústria automóvel e, segundo o executivo, permitirá “o desenvolvimento de algumas micro e pequenas empresas da região”.

O investimento eleva-se a 12,9 milhões de euros e envolve a criação de 80 postos de trabalho e a manutenção de 248.

O terceiro dos contratos de investimento pretende expandir a capacidade de produção da unidade fabril da empresa Tyco Electronics Componentes Electrónicos, localizada em Évora.

O investimento é de 23,4 milhões de euros e envolve a criação de cinco novos postos de trabalho, assim como a manutenção dos actuais 1485. (in Público)

Portugal promove campanha “agressiva” por causa da crise

Thursday, October 23rd, 2008

O secretário de Estado do Turismo admitiu hoje que o sector em Portugal tem registado “alguma quebra” com a crise internacional, mas sublinhou que o Governo está a apostar numa campanha “tremendamente agressiva” para conquistar novos mercados.

Segundo Bernardo Trindade, a quebra regista-se sobretudo ao nível do Reino Unido, um dos principais mercados emissores de turistas para Portugal, não só fruto da “incerteza internacional”, mas também do enfraquecimento da libra em relação ao euro.

“Isto torna o nosso destino mais caro, em termos relativos, quando comparado com o Egipto, a Turquia e as Caraíbas, por exemplo”, referiu.

Por isso, Bernardo Trindade defendeu que Portugal, não tendo dimensão para se afirmar como um destino massificado e de preços baixos, deve apostar na qualidade.

“Temos de ser actuantes e pró-activos e é o que estamos a fazer nos nossos principais mercados emissores, com campanhas tremendamente agressivas ao nível do Reino Unido e uma aproximação cada vez mais forte com Espanha, França e Alemanha”, referiu.

Disse ainda que a aposta passa igualmente por mercados emergentes como Rússia, Japão e China, com “elevado potencial e com uma capacidade de gastar por turista maior do que a dos nossos principais mercados emissores”.

Bernardo Trindade falava em Viana do Castelo, à margem de uma sessão pública de divulgação do novo regime jurídico dos empreendimentos turísticos. (in Público)

Governo aprova investimentos de mais de 65 milhões de euros

Thursday, October 23rd, 2008

O Executivo de José Sócrates aprovou hoje, em Conselho de Ministros, três contratos de investimento, no valor total de 65,1 milhões de euros, para a indústria automóvel, com vista a modernização de três fábricas localizadas em Aveiro, Oliveira de Azeméis e Évora.

O Comunicado do Conselho de Ministros de 23 de Outubro de 2008 refere que, foram aprovadas “as minutas do Contrato de Investimento a celebrar pelo Estado português, a Renault e a CACIA - Companhia Aveirense de Componentes para a Indústria Automóvel”, para modernizar a unidade industrial desta última empresa, em Aveiro, num investimento de mais de 28,8 milhões de euros.

Este projecto, que envolve a criação de 100 postos de trabalho e a manutenção de 995, permitirá alcançar um volume total de vendas de cerca de 2,6 mil milhões de euros em 2013, ano em que termina o referido contrato, e um valor acrescentado em redor de 447 milhões de euros (em valores acumulados desde 2004).

O Governo aprovou, na mesma ocasião, um outro contrato que será assinado entre o Estado e a Gestamp, cujo investimento ascende a 12,9 milhões de euros, para a modernização da sua fábrica de componentes metálicos para a indústria automóvel, localizada em Oliveira de Azeméis. Este contrato permite criar 80 novos postos de trabalho, bem como a manutenção de outros 248, dando origem a vendas totais de 515 milhões de euros dentro de seis anos.

Por último, na reunião do Conselho de Ministros, foi ainda aprovado um terceiro contrato entre o Estado e a Tyco Electronics, com vista à expansão de uma unidade fabril desta sociedade, localizada em Évora.

“Este investimento, que ascende a um montante total de 23,4 milhões de euros, envolve a criação de 5 postos de trabalho, bem como a manutenção de 1485, e permitirá alcançar em 2015, ano do termo da vigência do contrato, um volume de vendas e de prestação de serviços de cerca de 1161 milhões de euros e um valor acrescentado de aproximadamente 426,7 milhões de euros, em valores acumulados desde o ano de 2006″, acrescenta o mesmo documento oficial.(in Diário Económico)

Endesa apresenta proposta de 360 milhões de euros para construir barragem no Mondego

Tuesday, October 21st, 2008

A Endesa apresentou a sua proposta ao júri responsável pela adjudicação do programa nacional de barragens lançado pelo Governo, esperando uma decisão oficial no princípio do próximo mês.

A oferta da energética espanhola visa a exploração por 65 anos das infra-estruturas do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos e a construção de um sistema hidroeléctrico reversível com uma potência total de 355 megawatts (MW).

Esta capacidade permitirá uma produção eléctrica de 450 gigawatts/hora (GWh), equivalentes ao consumo anual de electricidade  de 150 mil famílias.

“Estes valores são cinco vezes superiores aos valores de potência e produção previstos na base do concurso - 70 MW e 99 GWh - sem implicar maiores impactes ambientais”, afirmou o presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva.

O projecto da Endesa representará cerca de 5% do mercado hidroeléctrico português. (in Diário Económico)

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