Banco Alimentar impedido de distribuir frutas e legumes por falta de autorização da União Europeia

November 12th, 2008 by admin

O Banco Alimentar de Luta contra a Fome esteve impedido este ano de distribuir frutas e legumes a quem recorre aos seus serviços para poder comer porque não está autorizado a distribuir frutas e legumes que não cumpram os parâmetros de tamanho e cor impostos pela União Europeia.

Em declarações esta manhã à TSF, Isabel Jonet, presidente da Federação de Bancos Alimentares, afirmou que, para que estas instituições possam distribuir frutas e legumes que os agricultores não podem vender, porque não cumprem os parâmetros de qualidade da UE, o Ministério da Agricultura tem de fazer um pedido de autorização à UE. “O nosso pedido foi feito ao senhor ministro mas ainda está sem resposta”, afirmou Isabel Jonet.

A Comissão Europeia vai propor hoje a alteração das regras de tamanho e apresentação de legumes e frutas. Caso a proposta seja aceite, os preços de legumes e frutas podem baixar até 40 por cento. Até agora todos os produtos que não cumprirem os parâmetros da chamada normalização são aproveitados para conservas ou compotas ou são deitados fora.

“Alimentos são alimentos, independentemente do seu aspecto. Estas regras devem cair imediatamente. Impedir as lojas de vender alimentos em boas condições durante uma crise é moralmente injustificável”, comentou Neil Parish, eurodeputado conservador e membro do Comité da Agricultura no Parlamento Europeu, citado hoje pelo britânico “Telegraph”.

Segundo a BBC on-line, cerca de 20 por cento dos produtos são rejeitados pelas superfícies comerciais em toda a União Europeia porque não cumprem os requisitos de apresentação. Mas em época de crise, esta não é uma opção válida.

O “Jornal de Notícias” de hoje adianta que dez produtos não serão abrangidos: tomate, pimento, alface, maçã, kiwi, morango, pêssego, uva de mesa, pêra e limão. Estes representam 75 por cento do mercado da União Europeia para as frutas e legumes. (in Público)

banco alimentar

Preços de legumes e frutas podem baixar até 40 por cento

November 12th, 2008 by admin

A Comissão Europeia vai propor hoje a alteração das regras de tamanho e apresentação de legumes e frutas, levantando a obrigação de calibragem segundo uma escala de qualidade. Caso a proposta seja aceite, os preços de legumes e frutas podem baixar até 40 por cento.

Actualmente, as frutas e legumes devem ter determinada forma, tamanho e cor para fazerem parte de uma escala de qualidade. Esta foi adoptada para garantir padrões comuns nos Estados membros da União Europeia. Aqueles produtos que não couberem nesta lista são aproveitados para conservas ou compotas ou são deitados fora.

Segundo a BBC online, cerca de 20 por cento dos produtos são rejeitados pelas superfícies comerciais em toda a União Europeia porque não cumprem os requisitos de apresentação.

Mas em época de crise, esta não é uma opção válida.

Por isso, a Comissão Europeia vai propor aos Estados membros o fim desta obrigação de calibragem para 26 produtos. Segundo o “Jornal de Notícias” de hoje, dez produtos não serão abrangidos: tomate, pimento, alface, maçã, kiwi, morango, pêssego, uva de mesa, pêra e limão. Estes representam 75 por cento do mercado da União Europeia para as grutas e legumes.

“Alimentos são alimentos, independentemente do seu aspecto. Estas regras devem cair imediatamente. Impedir as lojas de vender alimentos em boas condições durante uma crise é moralmente injustificável”, comentou Neil Parish, eurodeputado conservador e membro do Comité da Agricultura no Parlamento Europeu, citado hoje pelo britânico “Telegraph”. (in Público)

legumes

Linha de crédito para PME recebeu mais de 2300 candidaturas em duas semanas

November 12th, 2008 by admin

A linha de crédito PME Investe II recebeu mais de 2300 candidaturas em duas semanas, correspondentes a 70% do valor global da dotação de mil milhões de euros, de acordo com fonte do QREN.

“Esse foi o total de candidaturas recebidas até agora e que estão em processo de selecção”, disse o gestor do programa Compete, Nelson de Souza, à agência Lusa.As candidaturas, que começaram a ser recebidas a 27 de Outubro, têm financiamentos associados de mais de 700 milhões de euros, mas isso não significa que a linha esteja próxima do esgotamento.

Anunciada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, no início de Outubro, a linha de crédito PME Investe II permite às pequenas e médias empresas portuguesas acederem a crédito em condições mais vantajosas que as praticadas no mercado.

Com uma dotação de 175 milhões de euros para a região de Lisboa, de 90 milhões de euros para o Algarve e de 735 milhões de euros para as restantes regiões, a PME Investe II inclui ainda duas linhas específicas para o comércio, no valor de 200 milhões de euros e para a restauração, de 50 milhões de euros.

Excluindo as linhas específicas, as empresas podem contar com um financiamento máximo por operação de 750 mil euros para novo investimento em activos fixos e para fundo de maneio.
Para terem acesso à linha, as empresas não podem ter beneficiado da anterior linha de crédito, a PME Investe I, uma linha idêntica no valor de 750 milhões de euros, que financiou 903 PME.

Na segunda edição da linha, as empresas podem contar com uma taxa de juro equivalente à Euribor a três meses, menos 0,5%, e um prazo até quatro anos, incluindo até 18 meses de carência.

A linha PME Investe II foi protocolada a 14 de Outubro com 16 bancos portugueses, que ficaram responsáveis pela recepção das candidaturas.

Na primeira edição da linha de crédito - a PME Investe I, dotada com 750 milhões de euros, esgotados nas duas primeiras semanas - tiveram acesso ao financiamento 903 pequenas e médias empresas, quase metade das quais da região Norte (40%), seguida pela região Centro (38%).

A indústria, com 42%, foi o sector económico que mais beneficiou da primeira linha de crédito, seguido pelo comércio, com 35%, e pela construção, com 11%.

As linhas de crédito são alguns dos mecanismos de financiamento e partilha de risco previstos na Agenda de Competitividade, gerida pelo Programa Operacional Factores de Competitividade - que se passou a designar Compete - e pelos cinco Programas Operacionais Regionais, no âmbito do QREN, o novo quadro comunitário de apoio, em vigor até 2013. (in Diário Económico)

Crise e incerteza afectam Natal dos portugueses

November 12th, 2008 by admin

As famílias portuguesas deverão moderar as suas compras de Natal este ano e gastar menos 4,8% do que em 2007, revela um estudo elaborado pela consultora Deloitte.

De acordo com o mesmo estudo, citado pela Lusa, o cenário de crise e incerteza da economia portuguesa e mundial irá afectar as tradicionais compras no período das comemorações do Natal.

Mais de 90% dos inquiridos afirmaram que a economia está actualmente em recessão, contra os 69% que manifestaram igual opinião no mesmo período do ano passado.

A maioria dos portugueses também prevê que este cenário irá agravar-se em 2009.

No estudo, 77% dos inquiridos declararam que em 2008 estão a ter um poder de compra inferior ao de 2007 e que o rendimento disponível para as compras de Natal é igualmente mais reduzido.

“Neste cenário, os portugueses pretendem adquirir presentes mais úteis e estarão muito atentos às promoções efectuadas nesta época do ano”, refere a Delloite.

De acordo com o estudo, os portugueses irão evidenciar ainda “uma postura conservadora e prudente”, referindo “estarem dispostos a gastar mais tempo à procura da melhor solução em termos de preço, de forma a não ultrapassarem o orçamento definido para as compras de Natal”.

No entanto, segundo as previsões da consultora, as crianças não serão afectadas pela crise, pois não se estima um decréscimo dos presentes atribuídos pelos adultos.

“Os brinquedos electrónicos serão bastante procurados, pelo que a expectativa de comportamento deste mercado pode ser encarada com optimismo”, refere.

Segundo a Delloite, gastar menos em presentes provavelmente não quererá dizer oferecer menos presentes caros, o que pode ter um impacto positivo em certos segmentos de retalho, tais como grandes lojas de electrodomésticos, artigos de luxo e produtos de marca.

Relativamente aos presentes preferidos, o estudo indica que em Portugal, as preferências são roupa, livros e dinheiro.

Este estudo foi realizado em 15 países europeus e na África do Sul entre 29 de Setembro e 10 de Outubro com base numa amostragem de 18.178 consumidores representativa da população de cada um desses países. (in Diário Económico)

natal

Wall Street recua mais de 3% com corte das previsões da Best Buy

November 12th, 2008 by admin

A praça nova-iorquina encontra-se a estender as perdas registadas na sessão de terça-feira, depois da Best Buy Co. ter revisto em baisa as suas estimativas de lucro, ao mesmo tempo que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciou que o Governo dos EUA já não vai comprar os activos ilíquidos dos bancos, reforçando os receios de um agravar da crise económica.

Às 18h54 (13h54 em Nova Iorque) o Dow Jones cai 3,53% para os 8386,92 pontos, enquanto o Nasdaq Composite da bolsa electrónica desce 3,52% para os 1525,29 pontos.

O destaque vai para a queda em 7,2% para os 21,16 dólares das acções da maior retalhista de produtos electrónicos de consumo, a Best Buy, que anunciou hoje estar a registar um abrandamento “rápido, sísmico” nos gastos dos consumidores, sendo o ambiente actual “o mais difícil” que a empresa jamais viu.

Já entre as petrolíferas, a Exxon Mobile desce 1,7% para os 71,35 dólares, e a Occidental Petroleum recua 7,18% para os 46,79 dólares, depois dos preços do crude terem caído abaixo dos 57 dólares por barril em Nova Iorque.

Nota também para a queda em 15% para os 8,68 dólares da fabricante de aço AK Steel Holding Corp., depois desta ter anunciado que irá reduzir a produção em fábricas nos estados norte-americanos do Ohio e Kentucky, devido à quebra da procura.

No sector financeiro, a empresa de cartões de crédito American Express perde 7,9% para os 20,64 dólares, depois de ter sido revelado que a empresa procura obter financiamento estatal no valor de 3,5 mil milhões de dólares. Já o banco Morgan Stanley cai 5,8% para os 13,26 dólares, depois de ter anunciado que tenciona despedir 10% do pessoal da sua unidade de instrumentos financeiros institucionais e 9% do pessoal da unidade de gestão de activos. Já o Goldman Sachs, o Citigroup e o Fifth Third Bancorp registam todos quedas superiores a 6%.

Em alta de 7,9% para os 3,15 dólares estão os títulos da fabricante automóvel General Motors, devido aos apelos por parte de vários congressistas no sentido de um pacote de auxílio federal à indústria automóvel.

“É difícil escapar às notícias negativas”, lamentou à Bloomberg Liam Dalton, gestor de fundos da Axion Capital Management, que acrescentou que o corte das previsões da Best Buy é “um novo sinal da quebra do consumo, que está a abrandar de modo muito rápido.”(in Diário Económico)

wall street

PSI 20 perde quase 1,5% a reflectir o mau sentimento vindo do exterior

November 12th, 2008 by admin

O principal índice bolsista nacional inverteu a tendência registada durante a maior parte da sessão de hoje, e encerrou a perder quase 1,5%, pressionado sobretudo pelo BES e pela EDP, numa altura em que os índices da Bolsa de Nova Iorque perdem mais de 3%.
Assim, o PSI 20 fechou a perder 1,41% para os 6510,67 pontos, em sintonia com os índices europeus, que reflectem a evolução negativa de Wall Street. Os índices norte-americanos seguem em queda quer devido ao corte das previsões de resultados da Best Buy, quer depois do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, ter hoje colocado de parte a compra dos activos tóxicos dos bancos norte-americanos.

A nível doméstico, destaque para os títulos do sector Financeiro. O BES desvalorizou-se em 6,83% para os 7,30 euros, o BCP perdeu 2,72% para os 0,822 euros, depois de ter registado um novo mínimo recorde durante a sessão nos 0,811 euros, e o BPI recuou 4,26% para os 1,685 euros.

Também a EDP contribuiu para as perdas. A energética nacional perdeu 2,70% para os 2,635 euros, enquanto a REN avançou 0,08% para os 2,565 euros. Por sua vez, a EDP Renováveis deslizou 0,20% para os 4,98 euros, depois de já ter atingido os 5,39 euros, durante a sessão.

Ainda na Energia, a Galp Energia fechou a sessão inalterada nos 8,08 euros, numa altura em que os preços do crude estão em mínimos de 20 meses. Hoje, a Galp divulga as suas contas relativas aos primeiros nove meses do ano, e os analistas esperam em média que a petrolífera apresente uma subida de 49,3% do seu lucro trimestral.

Por sua vez, a Portugal Telecom (PT) avançou 0,78% para os 5,714 euros, e ainda nas Telecomunicações, a Zon Multimédia recuou 2,36% para os 3,841 euros.

Nota ainda para a Mota-Engil, cujas acções somaram 0,38% para os 2,65 euros, depois de os analistas da ES Research, do BPI e da Caixa BI, terem considerado que os resultados operacionais da construtora foram positivos, em termos de receitas e de EBIDTA, ao contrário do lucro que saiu abaixo do previsto, devido às imparidades nas acções EDP detidas pela sua subsidiária Martifer.

O título mais transaccionado foi o da Galp Energia, com 3 651 156 acções negociadas, seguido pela PT e BPI, com 2 593 160 e 1 743 738 papéis movimentdados, respectivamente.

Dos vinte títulos que compõem o PSI 20, onze desceram, seis subiram e três encerraram inalterados. O volume total de negócios ascendeu aos 128,3 milhões de euros.(in Diário Económico)

Petróleo cai 4% para mínimo de 20 meses com abrandamento da procura

November 12th, 2008 by admin

Os preços do crude seguem em queda nos mercados internacionais, uma vez que as expectativas de uma redução da procura de energia estão a mais do que contrabalançar os possíveis cortes de fornecimentos.

Às 18h00, o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Dezembro era transaccionado no ICE de Londres a recuar 2,21 dólares, ou 3,97%, para os 53,50 dólares, enquanto que à mesma hora o contrato de Dezembro de West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) descia 2,20 dólares, ou 3,71%, para os 57,13 dólares, depois de ter já recuado abaixo dos 57 dólares.

Segundo os especialistas contactados pela Reuters, as notícias de que a Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) poderá cortar a sua produção em mais um milhão de barris por dia, no seguimento da reunião do cartel de Dezembro, não estão a ter efeito no mercado, devido aos receios sobre os efeitos de uma recessão a nível mundial.

Um analista sénior da MF Global adiantou que “os temores de que a recessão global se esteja a agravar a cada dia que passa estão a levar o mercado a descer.”

Outro factor que pesa sobre os preços do crude é a evolução da Bolsa de Nova Iorque, que segue em queda com as más perspectivas para as empresas dos EUA, o que aumenta os receios de uma redução do consumo por parte da maior economia do mundo. (in Diário Económico)

Galp espera obter entre 2 e 2,5 mil milhões de barris na Bacia de Santos

November 12th, 2008 by admin

A petrolífera nacional revelou hoje que espera que os poços nos quais detém participações na bacia brasileira de Santos possam resultar em recursos entre os 2 e os 2,5 mil milhões de barris.

Ao falar durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados da Galp, e citado pela agência Lusa, o presidente da empresa, Ferreira de Oliveira, disse que estão já onfirmados recursos equivalentes a mil milhões de barris de petróleo e gás nas zonas ‘Tupi’ e ‘Iara’.

“A Galp espera alancar no total recursos entre os 2 e os 2,5 mil milhões de barris no presal da baía de Santos”, afirmou.

As acções da Galp Energia encerraram a sessão de hoje na Euronext Lisbon estáveis nos 8,08 euros. (in Diário Económico)

American Express vai ser banco comercial

November 11th, 2008 by admin

A Reserva Federal dos Estados Unidos aprovou a conversão da empresa de cartões de crédito American Express em banco comercial, para que possa beneficiar dos programas de apoio contra a crise financeira criados por Washington.

Um comunicado da Reserva Federal refere que a autoridade monetária aceitou um pedido do gigante mundial dos cartões de crédito para seguir os passos dos bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley.

Ao adquirirem, em Setembro, o estatuto de bancos comerciais, as duas casas de investimento passaram a ter possibilidade de receber depósitos de clientes e obter empréstimos bonificados da Reserva Federal como forma de compensar o impacto da crise financeira nos seus balanços. (in Jornal de Notícias)

american express

Dólar sobe com investidores à procura de refúgio

November 11th, 2008 by admin

O dólar norte-americano registou hoje ganhos face às suas principais rivais, com as preocupações relativas à deterioração do clima económico global a levar os investidores a abandonarem os seus activos de maior risco e a procurar alguma segurança na compra da moeda da maior potência do mundo.

Às 18h36, o euro era transaccionado nos mercados cambiais a 1,2508 dólares, contra 1,2731 dólares no fecho de segunda-feira e depois de ter variado entre os 1,2799 e os 1,2512 dólares.

Segundo os especialistas, a queda generalizada das bolsas em todo o mundon reduziu ainda mais o apetite dos investidores pelo risco, reforçando a procura de dólares norte-americanos, bem como de ienes japoneses. O facto do euro ter descido abaixo de uma banda de variação reforçou ainda mais a pressão sobre a moeda única.

“Tínhamos entrado numa banda de variação [do câmbio euro/dólar] consolidada desde os mínimos do dia 27 de Outubro, mas o que estamos a ver agora é a quebra do euro e da libra esterlina para valores inferiores aos desse limite”, explicou à Reuters um especialista da Forex.Com.

O mesmo perito acrescentou que a tendência global é liderada pelas perspectivas de abrandamento global, e o dólar geralmente comporta-se melhor neste ambiente, para não falar de que as ordens de venda se estão a focar nas moedas da Zona Euro, do Reino Unidoe da Austrália, que estão a enfrentar fracos dados macroeconómicos que provavelmetne vão continuar a sublinhar os riscos negativos destas economias.” (in Diário Económico)